O que é Esclerose Múltipla?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônico-degenerativa e autoimune. Caracterizada por lesões no sistema nervoso central, acomete predominantemente mulheres com idade entre 20 e 40 anos, interferindo na capacidade do cérebro e da medula espinhal de controlar funções como caminhar, enxergar, urinar, entre outras. Os diferentes tipos de EM são determinados pela ocorrência de surtos mais ou menos frequentes e também pela evolução dos seus sintomas. (ABEM, 2016).

Sintomas e diagnóstico

Inicialmente os sintomas podem ser imperceptíveis, o que pode dificultar o diagnóstico da doença. São eles:

  • Alterações fonoaudiológicas
  • Fadiga e perda da força muscular
  • Transtornos cognitivos e emocionais
  • Problemas de Bexiga e Intestinais
  • Transtornos visuais
  • Problemas de equilíbrio e coordenação
  • Espasticidade
  • Disfunções sexuais

O profissional mais indicado para diagnosticar a EM é o neurologista por meio da ressonância magnética, este diagnóstico ocorre após a associação de alguns sintomas que podem ser determinados por comprometimentos da bainha de mielina.

Tratamento

É preciso esclarecer que até o momento a EM não tem cura, e o objetivo do tratamento é atenuar seus efeitos e adiar a progressão da doença. O tratamento é feito por meio de medicações imunomoduladoras e imunossupressoras (via oral ou endovenosa) associado à neuroreabilitação com equipe multidisciplinar.

Atualmente, tem-se adotado como alternativa de tratamento o transplante de células-tronco, chamado de transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (TACTH). “Nesta modalidade, as células-tronco do próprio paciente são reinfundidas para recompor seu sistema imune estuda-se a possibilidade de transplante autólogo de células tronco” (GONÇALVES, 2016).

Papel do Exercício Físico

Acredita-se que a prática regular de exercícios físicos para pessoas com EM pode proporcionar melhora da coordenação motora, flexibilidade, equilíbrio, redução do sedentarismo, evitar a depressão, entre outros fatores.

Além disso, a melhora na qualidade de vida dos pacientes e na execução das atividades da vida diária é um dos fatores mais importantes do exercício físico frente à doença (FURTADO E TAVARES, 2006). Alguns estudos apontam os efeitos do exercício físico no déficit de equilíbrio, de coordenação motora e de força muscular ((PRAKASH et al, 2010; MOTL et al, 2011).

Cuidados ao prescrever

Ao prescrever um exercício físico para um paciente com EM, devemos considerar a individualidade e o quadro clínico do aluno. O contato com o médico responsável é extremamente importante. Além das características específicas de cada paciente, deve-se evitar mudanças abruptas de temperatura e estar atento aos sinais de cansaço para não levar o indivíduo a fadiga.

Nas crises agudas da doença, recomenda-se o repouso (ABEM, 2016). Cabe ao profissional elaborar um programa de exercícios físicos adequado ao perfil do seu cliente, considerando principalmente aspectos motivacionais.

Referências

Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, Acesso em 25 de Abril de 2016. Disponível em: http://www.abem.org.br/index.php/esclerose-multipla

Furtado, O. L. P. C. e Tavares, M. C. G. C. F. Orientação de exercícios físicos para
pessoas com esclerose múltipla. Revista Digital – Buenos Aires, n.99, 2006. Acesso em: 22 de Abril de 2016. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd99/esclero.htm

Gonçalves, M. V. M. Transplante autólogo de células-tronco como terapia na Esclerose Múltipla. EscleroseMúltipla.com.br – Conhecendo podemos mais.  Acesso em: 26 de Abril de 2016. Disponível em: http://esclerosemultipla.com.br/2016/02/25/transplante-autologo-de-celulas-tronco-como-terapia-na-esclerose-multipla/

Molt, R. W.; Sandroff, B. M.; Benedict, R. H. B. Cognitive dysfunction and multiple sclerosis: developing a rationale for considering the efficacy of exercise training. Multiple Sclerosis Journal, v.17, n.9, p.1034–1040, 2011.

Prakash, R.S. et al. Correlation of physical activity with perceived cognitive deficits in relapsing–remitting multiple sclerosis. International Journal of MS Care, n.12, p.1-5, 2010.

Juliana Cavalcante de Andrade Louzada
Mestranda em Educação Especial – UNESP/Marília/SP
Personal Trainer – Corpore Bauru
CREF 078245-G/SP